ESTALÃO

É muito provável que o WEST HIGHLAND WHITE TERRIER, assim como os demais terriers da Escócia (Scotthish, Cairn e Dandie Diarnont), sejam descendentes do mesmo tronco. Originários das regiões altas da Escócia, as “Highlands”. Nas suas origens, era um cão de trabalho. Foi muito utilizado na guarda de rebanhos e no combate de pequenos predadores que atacavam as lavouras. A princípio os criadores estavam preocupados apenas em preservar a coragem deste pequeno terrier. Só no começo do século surgiu o interesse pelo aprimoramento da raça.

 

APARÊNCIA GERAL: solidamente construído. Peito bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso é recto. Os posteriores possantes com membros bem musculosos comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da força com agilidade.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO:

Pequeno, activo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto. Vivaz, alegre, corajoso, independente, mas afectuoso.

CABEÇA

A cabeça é revestida de pelagem densa; portada de maneira a formar um ângulo recto ou agudo em relação ao eixo do pescoço, além disso, ela não deve ser portada na extensão do mesmo.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: crânio ligeiramente arqueado. Visto pela frente, apresenta um contorno homogéneo. O crânio, desde as orelhas até os olhos, apresenta um subtil afilamento. Stop: marcado; formado pelas arcadas superciliares pesadas situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente de prumo com uma ligeira depressão entre os olhos

REGIÃO FACIAL

Trufa: A trufa é preta, muito grande, e confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho. A trufa não deve ficar projectada para a frente. Focinho: A cana nasal vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa. . A cana nasal não é romana; não cai bruscamente sob os olhos, onde é substanciosa

Maxilares / Dentes: maxilares fortes e de igual comprimento. Tão amplos entre os caninos que torna-se compatível com a expressão marota almejada. Os dentes são grandes para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contacto justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.

Olhos: bem separados, de tamanho médio, sem serem redondos, tão escuros quanto possível. Ligeiramente aprofundados na cabeça, vivos e inteligentes, o que, sob os supercílios pesados conferem um olhar penetrante. Olhos claros é um defeito muito grave. Orelhas: pequenas, erectas, portadas firmemente e terminam pontiagudas. Nem muito afastadas, nem muito próximas. O pêlo das orelhas é curto e liso (aveludado) e não deve ser aparado. As orelhas não devem ter qualquer franja na ponta. As orelhas redondas na ponta, largas, grandes ou grossas, como as revestidas de pelagem abundante, constituem defeito grave.

PESCOÇO

de comprimento suficiente para permitir o porte correcto da cabeça; musculoso espessando gradualmente para a base de maneira a fundir-se com os ombros bem oblíquos.

TRONCO

compacto. Dorso: recto. Lombo: largo e forte. Peito: bem profundo, as costelas bem arqueadas na metade anterior, apresentando um aspecto um tanto plano. As costelas posteriores têm uma profundidade considerável e a distância da última costela à garupa é tão curta que permite o livre movimento do tronco.

CAUDA

de comprimento de 12,5 a 15 cm, revestida de pêlos duros, sem franjas, tão recta quanto possível, portada alta, mas sem ser empinada ou curvada sobre o dorso. A cauda longa é um defeito, mas de forma alguma poderá ser amputada.

MEMBROS ANTERIORES

são curtos e musculosos, rectos e revestidos de pelagem curta, dura e densa. Ombros: inclinados para trás. As escápulas são largas e bem amoldadas às paredes da caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar à frente. Cotovelos: bem para trás para permitir o movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao plano médio do tronco.

POSTERIORES

fortes, musculosos e largos, vistos de cima. Os membros são curtos, musculosos e com tendões evidentes. Coxas: muito musculosas e não muito afastadas. Jarretes: angulados e bem posicionados sob o tronco de maneira a ficarem moderadamente próximos um do outro, quer o cão esteja parado ou em movimento. Os jarretes sem angulação ou cedidos são bastante indesejáveis.

PATAS

as anteriores são maiores que as posteriores; redondas proporcionadas ao talhe, fortes, providas de coxins espessos e revestidas por uma pelagem curta e dura. As posteriores são menores e também providas de coxins espessos. A sola dos coxins, assim como as unhas, devem ser preferencialmente pretas.

MOVIMENTAÇÃO

Desembaraçada, recta de frente e fluente de todos os lados. Os anteriores trabalham correctamente direccionados para a frente desde a escápula. Nos posteriores a movimentação é fluente, possante e compacta. Os joelhos e jarretes são bem flexionados e os jarretes trabalham sob o corpo promovendo boa propulsão. Uma movimentação travada (rígida) ou afectada nos posteriores, ou mesmo jarretes de vaca são defeitos graves.

PELAGEM

Pêlo: duplo. O pêlo é duro de comprimento em torno de 5 cm, sem qualquer cacho. O sub pêlo é curto, macio e fechado. A pelagem aberta é um defeito grave. COR: branco.

TAMANHO

altura, na cernelha, em torno de 28 cm.

FALTAS

Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exacta proporção de sua gravidade.

NOTAS

os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.

Todo o cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

   
 

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